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Saúde – Incompetência acima de tudo
Texto publicado na Zero Hora de 29/08 em favor da rede de hospitais filantrópicos do Rio Grande do Sul, escrito pelo empresário Humberto Ruga:

TEMA PARA DEBATE

Saúde – Incompetência acima de tudo, por Humberto Ruga*

O título acima pode ser duro, mas é real: a incompetência gerencial é um fato por parte dos gestores federais, estaduais e municipais que procuram administrar a saúde com um viés político e não com sentido gerencial visando ao bem da sociedade. Pergunta-se por que fazem da saúde uma questão político-partidária.

Resposta:

1) Por incompetência.

2) Por falta de responsabilização, tendo em vista que ninguém responde pelas sequelas ou pela morte dos doentes.

3) Para privilegiar seus correligionários.

Ficando somente com o problema do RS, informamos o seguinte: em nosso Estado existem 239 hospitais filantrópicos (santas casas, hospitais beneficentes, de caridade, associações etc) situados em 220 distintos municípios – dos quais mais de 90% sendo o único no local –, que totalizam 25 mil leitos, sendo 18 mil destinados ao SUS, o que corresponde a 70% de toda a oferta do SUS no RS. Em 2009, foram realizadas no Estado 731 mil internações hospitalares, sendo 520 mil pelo segmento filantrópico. O valor total pago pelo SUS foi de R$ 757 milhões e custou para os hospitais R$ 1,17 bilhão. Portanto, os hospitais arcaram com um prejuízo de R$ 413 milhões entre custo e receita pelos serviços prestados.

Quem sobrevive com esta realidade? Os heróis que sufocam os municípios endividam-se com bancos, fornecedores, tributos sociais etc., fecham ou são assumidos pela mão salvadora do Estado, que os leva à inanição! Só com o INSS, há um endividamento no setor na ordem de R$ 550 milhões. Os hospitais de pequeno porte estão fechando, há redução de 33% de leitos no Estado, com concentração de grandes demandas nos hospitais regionais. As emergências no Estado, como um todo, estão na mesma situação de Porto Alegre. Há um caos instalado, em gradativo crescimento.

As emergências do Grupo Hospitalar Conceição e do Clínicas estão superlotadas, mas nunca fecham. Há razões para isto. Exatamente nesses dois hospitais está concentrado o magnânimo recurso público federal, na ordem de R$ 1,150 bilhão/ano. Este montante é superior ao orçamento da Secretaria Estadual da Saúde para o custeio de 320 hospitais. Ora, se ali estão concentrados os recursos é porque ali também quer se concentrar a demanda. Portanto, não podem mesmo fechar, nem transferir a outros as responsabilidades que são suas. Aliás, quando se aborda o que significa esta concentração de recursos em hospitais públicos, sob a ótica da sociedade, nunca é demais lembrar que o gasto médio do atendimento SUS num hospital filantrópico é de R$ 66 e num hospital público é de R$ 171. Que desperdício para um país carente de saúde como o nosso!

Pode ser que recursos para o SUS sejam suficientes, porém são inadequadamente distribuídos. Bastam apenas 30% dos recursos desses dois hospitais estatais federais serem alocados na rede filantrópica, bem como acabar com os limites de atendimento impostos pelos gestores em função do orçamento, e o caos na saúde pública estaria resolvido, não só em Porto Alegre como em todo o Estado do Rio Grande do Sul.

Vamos utilizar a pleno a estrutura que a própria sociedade construiu (santas casas e hospitais filantrópicos), garantindo a sua sobrevivência. Infraestrutura, qualidade, resolubilidade, produtividade e vocação social e incomparável menor custo ao erário público são aspectos relevantes e definidores de que as instituições filantrópicas são as melhores soluções para o Sistema Único de Saúde aqui no Estado e no país. O que seria da população sem a rede das santas casas e hospitais filantrópicos?

Chega de política partidária no tratamento das questões da saúde. Mais respeito aos nossos irmãos!


Manifestação da Hospiserra, encaminhada à ZH:

A Rede Serrana de Hospitais, em nome dos seus 16 hospitais associados, manifesta seu apoio ao autor. É inadmissível que a saúde seja tratada como objeto de barganha e com tamanho descaso. Os gestores precisam reencontrar valores como solidariedade, respeito e generosidade, que aliados à competência em administrar ainda podem tirar as nossas Santas Casas e Hospitais Filantrópicos da UTI.

Confira todas as manifestações:

http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/interatividade.jsp?section=Mural&uf=1&local=1&newsID=DYNAMIC,itools.xml.ItoolsDelivery3,getMuralMensagensXml&template=3838.dwt&tp=&forumid=124448&groupid=3653&espid=&section=Mural&pg=1




Fonte: Renata H. Ghiggi - Relações Públicas/Hospiserra
 
 
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